A pergunta é simples: Quanto dinheiro é necessário para pagarmos pelo decreto do luto nacional em honra ao líder da Renamo? Que meios sugerem para que ocorra este pagamento? Ao vivo, ou ficamos na bicha do Ministério da Economia e Finanças? Digam-nos! Que via sugerem para o efeito? Estamos dispostos a pagar tudo, em nome desse simbolismo que na nossa percepção devia ser vossa obrigação.

Até que podem ter razão, penso que não vão decretar luto nacional tal como aconteceu em 2011, com o anónimo Gruveta Massamba, pois, actualmente estamos mergulhados na crise.
O autor moral da nossa crise conhecemos, o facto é que não é AD.

Haja franqueza. Convoquem a mídia e digam-nos o preço desse simbolismo. Caso a tolerância de ponto esteja a venda, aproveitem nos falar logo. Garanto-vos que vamos pagar em dinheiro vivo.
É verdade que estamos num País atípico, ora, não é menos verdade que aqui paga-se até contas desconhecidas.Aliás, a coisa mais difícil em Moçambique, é construir a dignidade.

Irmãos, podemos ser hipócritas até ao extremo, mas Dhlakama é o maior actor Político que o País já testemunhou desde a independência. Ele é herói. Podem negar atrelando-se à vossas teorias de ódio e desdém, mas é isso mesmo. AD é nosso herói.

Dhlakama, conseguiu conviver com um “ditador” na primeira república (Samora), soube aceitar o “diplomata” (Chissano), na segunda república.
Que fique claro, não vamos mentir para as crianças, Marechal, venceu as eleições de 1999, quando teve Chissano como seu concorrente direto. A CNE sabe disso, o ex-presidente também, por isso sempre manteve boas relações com o líder. Aliás, o maior adversário que AD, sempre enfrentou foi a CNE.

E mais, outro mérito de Dhlakama, é que nos últimos anos negociava a paz efectiva com um intolerante e arrogante: Guebuza, e com o pai da incoerência em Moçambique.

Esse introito todo surge da necessidade de dizer-vos que, calou-se o Marechal e até agora não tivemos uma postura digna do Estado sobre decreto do luto nacional e tolerância de ponto na quinta-feira, até podem falar do suposto apoio logístico, mas aquilo não é nada para uma figura da dimensão do líder, o povo pode pagar o suporte logístico também.

Dentre várias questões problemáticas, a mim, o que mais incomoda, é a postura do governo. Até um simples edil quer declarar tolerância na sua autarquia. E vocês? A que se deve a vossa indiferença? O que me intriga, é que o governo até agora ainda não decretou LUTO NACIONAL, mas tem plena consciência de que estamos de luto, não quero falar daquela primeira intervenção, caracterizado pela informalidade, até agora ainda não percebi onde é que um chefe do Estado foi adoptar aquele vocabulário, Epha!.Epha!. Epha!. também não sei como alguém pode ficar deprimido em menos de 1hora, EPHA, EPHA, EPHA.

Enfim, razões são desconhecidas até hoje, mas a pergunta básica é esta: quantos milhões são necessários para nós (povo) pagarmos ao governo com vista a decretar luto nacional? Pelo que eu saiba não se cobra, basta organizar-se protocolo para decretar isso.

Há quem pode estar enganado. Decretar Luto Nacional, não é tira mérito a nenhum governo, pelo contrário, enaltece. Pois, é um ato simbólico de reconhecimento dos feitos do outro.
Deixemos as diferenças, sejamos tolerantes, haja alteridade. Agora digam-me de novo. Quanto custa decretar luto nacional?

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