Na madrugada deste domingo decapitaram dez moçambicanos em Cabo Delgado, Distrito de Palma. Sim, dez moçambicanos. 1,2,3,4,5,6,7,8,9, 10, estes números representam lágrimas de milhares de populações naquele assentamento e não só.

Nisto tudo, o que me inquieta não é a morte em si, pois, os assassinatos existem em todo o mundo.
A mim, o que me intriga é a insensibilidade do nosso governo perante um acto macabro desta dimensão. Não para menos, é que já passam 24 horas, e as nossas autoridades ainda não trouxeram uma comunicação oficial sobre o assunto. Não se trata de morte comum, houve DECAPITAÇÃO.

Onde reina o radicalismo, a decapitação é uma forma de comunicar um sentimento contra um Estado. Que mensagem o grupo armado pretende transmitir-nos com este acto? Esta é uma simples pergunta de reflexão. Presumo, que queiram nos dizer que ainda existem, contrariando deste modo, o posicionamento da policia num passado recente.

Onde reina o radicalismo, a decapitação é uma forma de comunicar um sentimento contra um Estado. Que mensagem o grupo armado pretende transmitir-nos com este ato? Esta é uma simples pergunta de reflexão. Presumo, que queiram nos dizer que ainda existem, contrariando deste modo, o posicionamento da policia num passado recente.

Uma das maiores fraquezas do governo de Nyusi, é o monitoramento da comunicação e informação.

Penso que o nosso executivo, ainda não se deu contas que estamos numa sociedade digital, igualmente, cogito que os nossos ainda não calcularam a dimensão do preço de uma especulação que muitas vezes, resulta da sua indiferença.

Ora, vejo que a equipe de comunicação do nosso governo, não acompanha estas dinâmicas. Uma equipe de comunicação organizada, deve estar atenta para promover ajustes necessários na sua comunicação, bem como responder a alguma eventual polémica, ou algum questionamento que tenha sido levantado nas redes sociais por algum cidadão.

Por exemplo, o assunto de Palma, começou a ganhar outros contornos na mídia nacional e internacional. As autoridades governamentais já demoraram.

Que fique o TPC:

Em assuntos sensíveis quanto (este), as autoridades governamentais devem se pronunciar no mínimo dentro de 12 horas da confirmação do acto. O objectivo da comunicação dentro do timing, é claro: visa evitar qualquer especulação sobre o assunto. Ora vejamos, há quem diz que foi Al Shabaab, outros ainda referem que trata-se de um grupo militar, alguns sussurram que foram grupos locais.

O facto, é que houve uma forma atípica de atuação, e as famílias enlutadas ainda não receberam nenhuma comunicação oficial sobre o contexto da decapitação dos seus familiares, muito menos mensagem de condolências. Nem do administrador distrital que é o mais próximo, muito menos do governador provincial.

PS: A polícia ate pode trazer uma comunicação oficial nos próximos blocos noticiosos. Mas o facto é que já demorou. O Conselho de ministros, também. O chefe do Estado ide.

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