Os últimos dias tem sido marcados pela questão sobre a legalidade ou não de Venâncio Mondalne como cabeça de lista para Edil do Município de Maputo pelo Partido RENAMO, num momento em que já esperávamos que o debate girasse em torno dos manifestos eleitorais, que são de facto a força motriz ou deviam ser para que tenhamos eleições dignas, e que salvaguardem a coisa pública.

Facto é que há todo um debate em busca de uma razão pintada de vontades políticas num sistema democrático em que se esperava que esta apenas arbitrasse o jogo. No entanto, estamos a debater a incongruência interpretativa que emana entre os ‘árbitros escalados para o jogo’, os não escalados para o jogo e os que ainda estão na formação, até mesmo os reformados.

Na minha opinião, esta incongruência advém do facto de ainda não se estar a debater a lei no entanto que tal, mas a tentar manipular-la com vista a justificar as simpatias de cada um dos actores envolvidos neste processo. Este caso vem provar o quão os nossos actores do judiciário formais e informais são militantes políticos, não que isso seja um problema, não! Pois militar num partido político é um direito que a todos nós assiste, embora nos últimos tempos parece ser um direito para uns e crime para outros dependendo do partido para o qual milita, e da posição interpretativa que se encontra.

Precisamos de um sistema de justiça distante, e bem vestido, um sistema que não tem de escrever na testa as suas preferências, ou caso queira escrever que não exerça a actividade!!!

Em fim, queria que este momento fosse dominado por outras questões, e debates. Mas há questões que tomaram conta da esfera pública empobrecendo a nossa democracia!!!

Eis a questão: A que partido pertence aquele juiz, advogado, estudante de direito, professor de direito, activista, pesquisador? Pois por aqui a nossa opinião é determinada pelos nossos apetites políticos!

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