Curdos do Iraque vão as urnas para decidir futuro em referendo

O Presidente do Curdistão, Massoud Barzani, num comício antes da realização do referendo para a independência. Ari Jalal / Reuters

Cerca de cinco milhões de pessoas irão às urnas nesta segunda feira, 25 de Setembro, no Curdistão, para decidir se querem sair ou ficar com o Iraque.

Com uma população global estimada entre 30 e 40 milhões, os curdos são uma das maiores etnias sem um Estado. Sob o acordo pós II Guerra Mundial de Sykes-Picot de 1916, as terras curdas foram divididas entre a Turquia, o Iraque e a Síria,

No Iraque, os curdos representam 17 a 20% da população total. Na região do Curdistão do norte do Iraque, os curdos tiveram um governo semi-autônomo desde que a zona de exclusão aérea foi estabelecida em 1991, após a primeira Guerra do Golfo.

A nova constituição iraquiana que entrou em vigor em 2005 após a invasão dos EUA em 2003, reconhece a Região do Curdistão como uma região federal com sua própria legislatura e forças armadas, o Peshmerga. Arbil (capital do Curdistão) e Bagdad (capital do Iraque) por várias vezes acusaram-se mutuamente de violar a constituição.

O referendo de 25 de setembro acontecerá apenas no Curdistão do Iraque, e não nos países vizinhos.

Bagdad opõe-se ao referendo e o considera inconstitucional e ilegal. O parlamento iraquiano votou contra o referendo e o Supremo Tribunal emitiu uma decisão provisória para suspender a votação.

O Irão também opôs-se ao referendo e expressou o seu apoio a integridade territorial do Iraque e encorajou o diálogo entre Arbil e Badgad.

Ankara ameaçou impor possíveis sanções contra a região do Curdistão. O Conselho de Segurança da Turquia, liderado pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o referendo é uma ameaça à sua segurança nacional.

Rudaw

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